RICARDO VERÍSSIMO FREIRE Músico, compositor, tecladista, arranjador, produtor e diretor musical.
Nasceu em São Borja, RS, em 09 de maio de 1968. Iniciou os estudos de piano e música clássica aos 6 anos de idade no Conservatório Santa Cecília. Aos 12 anos formou-se em Teoria e Solfejo. Enquanto prosseguia o curso de piano, passou a estudar violão. Em 1984, inaugura sua participação nos palcos e festivais de música do RS e no ano seguinte, sob OMB 24.283, passa a atuar como músico profissional.
Em 1987 muda-se para Santa Maria, RS. Entre cursos de computação, inglês e pré-vestibulares, retoma os estudos de piano. Como instrumentista e cantor, apresenta-se em bares, festas, teatros e festivais, onde exercita e aprofunda sua ligação profissional com a música.
Em 1989 é convidado a integrar a banda de jazz instrumental Chrysállida. O universo da música se expande através de novas parcerias e aprendizados. Descobre a publicidade e propaganda como uma forma de expressão musical e em 1990 abre a Solo Produções Musicais, uma firma individual dedicada à produção de áudios publicitários.
Em 1992, é convidado a trabalhar em parceria com o estúdio Bobbysom - empresa tradicional no registro fonográfico no interior do RS - e transfere sua firma para as dependências daquele estúdio. Em 1993, torna-se sócio-proprietário da empresa, conhecida a partir de então como Bobby Estúdio.
Com o ingresso na área empresarial fonográfica, passou a dividir sua função entre músico e empresário. Intensifica o exercício profissional e passa a envolver-se mais intensamente na produção de áudios publicitários, gravações, shows, direção e produção musical em estúdio e fonográfica. Juntamente com a equipe do estúdio conquista neste período muitos prêmios na área da propaganda.
Expande seu trabalho e suas relações musicais atuando com diversos músicos e vive grandes momentos na sua história.
A segunda metade da década de noventa foi notada pela participação ativa nos festivais de música nativista do RS. Esse período marca sua atuação como compositor e arranjador, destacando-se pela sua expressão e musicalidade, conquistando inúmeros prêmios individuais e em grupo. Jurado em diversos festivais, é um incentivador da universalidade da música regional gaúcha.
A produção de áudios publicitários se manteve sempre constante em seu trabalho, possibilitando no final da década de noventa ampliar a sua atuação profissional para as áreas de trilhas sonoras para cinema, televisão, teatro, literatura e dança, atividades as quais ministra cursos e palestras em Universidades do RS e SC.
Em 1999 participou de um workshop sobre "música para cinema e TV" com o professor James Mtume em Nova York, USA, além de assistir à vários espetáculos e assimilar informações fundamentais para o exercício profissional.
O novo milênio acrescenta novas atividades a este universo musical: a produção e direção de shows e o registro fonográfico dos seus próprios trabalhos.
Em 2001, à convite de Luiz Carlos Borges e Vinícius Brum, participa em Porto Alegre (RS) do projeto musical intitulado "Palco do Rio Grande", um resgate da música do RS dos anos 50 através de obras clássicas do cancioneiro gaúcho registradas pelo Conjunto Farroupilha e Os Gaudérios, com a participação especial do maestro Zé Gomes. Este projeto se proporciona uma grande escola, uma rica contribuição para confirmar e focar o rumo do seu trabalho profissional e autoral.
Este contato mais achegado com as raízes profundas da música do RS, juntamente com pesquisas, estudos, ensaios e entrevistas com diversos profissionais da área abrem novos horizontes, solidificam a convicção de priorizar o trabalho autoral e começa a criar e produzir neste mesmo ano, em parceria com Jaime Vaz Brasil, um novo projeto: poesia e música infantil com ritmos e gêneros gaúchos. É o início do "Pandorga da Lua".
Em 2002 participa do projeto "Porto Alegre em Buenos Aires" e se apresenta no Teatro San Martin, em Buenos Aires, como integrante da banda da cantora Lomma.
Em 2003 começa as gravações do Pandorga da Lua.
No início de 2004 encerra suas atividades no Bobby Estúdio e passa a ocupar-se com mais intensidade no seu trabalho individual como artista, músico, produtor e diretor. Lança o Projeto Pandorga da Lua, em parceria com Jaime Vaz Brasil, através de um show que em 2006, se materializou em um livro/cd. A partir deste trabalho tem ampliado sua atuação para projetos educacionais, realizando shows e oficinas em escolas e teatros.
Através da OPSs e da Chili Produções, recebe o convite para produzir e dirigir espetáculos temáticos, tais como: "Palcos do Sul - a música do RS desde os anos 50", "Bossa - Eternamente Nova", "Festa de Arromba - a música dos anos 60", "Nos Bailes da Vida - Profissão: Compositor", "Palcos do Sul - A la Pucha", Palcos do Sul canta Antonio Carlos Machado", "Palcos do Sul canta Antonios", "Musical Imembuy", entre outros...
Em outubro de 2005 integrou-se a um grupo de gaúchos pertencentes a Confederação Brasileira de Tradição e Folclore a fim de participar de uma viagem cultural pela França, Alemanha, Áustria, Itália e Espanha, apresentando-se nas solenidades de inauguração do CTG “União de Ideais” na Embaixada do Brasil e na Maison du Brésil, na Cité Internationale Universitaire, em Paris, França, e na Festa-encontro Intercultural em Santiago de Compostela, Espanha.
Em agosto de 2007, a convite do Consulado Brasileiro, teve a oportunidade de se apresentar com o projeto "Pandorga da Lua" no Uruguay, nas cidades de Rivera e Montevideo e a partir daí tornou-se um dos projetos mais trabalhados.
Em 2009, a convite e sob encomenda do Itamaraty, produziu e apresentou o projeto "Brèsil de toutes les musiques", a história e geografia da música brasileira juntamente com o Pandorga da Lua com versões para o francês.
Atualmente concentra suas atividades profissionais em seu estúdio próprio, individual, em Santa Maria, RS, e exerce sua arte - como autônomo - através dos palcos, teatros e escolas. Sempre visando o melhor sentido da música: arte, profissão, prazer, educação e cultura. Música, em todos os sentidos.
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